fim…

07/09/2009

quero começar uma outra história em outro lugar… aguardem novidades…

O OBJETO DA FÉ PODE SER VERDADEIRO OU FALSO 

 

Felipe Paracelsus, médico, alquimista e erudito suíço-alemão, que viveu de 1490 a 1541, foi um inovador na Medicina do seu tempo e tentou descobrir o elixir da longa vida.  É interessante esta sua afirmação:

 

Quer o objeto da sua fé seja verdadeiro ou falso, os efeitos obtidos serão os mesmos. Assim, se eu tiver fé na estátua de São Pedro, como deveria ter no próprio São Pedro em pessoa, obterei os mesmos resultados que teria obtido de São Pedro. Mas, isto é superstição. A fé, contudo, produz milagres; e, quer seja falsa ou verdadeira, produzirá sempre as mesmas maravilhas “

 

Não é, portanto, o objeto, ou a religião, ou a imagem quem produz os resultados: é a fé que você tem de que esse objeto, ou essa religião, ou essa frase, ou essa oração, ou essa imagem, produzem o resultado que fará com que aconteça.

 

A fé é uma força irresistível imanente em você; no fundo, é a própria Força Divina existente em você. Esta Força age, não movida por aparatos exteriores, mas pelo seu pensamento. Lembre-se que acreditar é aceitar o seu pensamento como verdadeiro, quer ele seja, de fato, verdadeiro ou não.  Quando você acredita em alguma coisa o seu pensamento se dirige apenas nessa direção e então aciona o Poder Infinito, que está dentro de você, e o Poder Infinito cumpre.  Quando você manda uma idéia, na qual você acredita, para o seu subconsciente, este trata de cumprir.

 

Se você acredita que é nervoso, fica nervoso; se você acredita que é calmo , ficará calmo.

 

Ou seja, tudo depende de você…

 

 

the 12s

23/08/2009

 

Brasília em 1964

04/08/2009

Este é um trecho do filme O homem do rio (Itália, França, Brasil, 1964, 110 min), de Philippe de Broca.

O protagonista atravessa a cidade correndo, sobe em um prédio do setor bancário norte e depois foge de seus algozes montado em uma bicicleta.

O interessante da obra, é ver a cidade vazia, vários locais onde hoje estão repletos de trânsito, de gente e de edifícios, são mostrados, naquele período, como pura poeira, sem uma alma viva passando por alí.

Em 1964 Brasília era um deserto.

 

Frase do dia

28/07/2009

“A desobediência é uma virtude necessária à criatividade”.

(Raul Seixas)

– – –

 

Meio morta, meio viva… É assim que tenho andado nos últimos dias. Uma completa falta de sentido aplacou minha vida… tenho me sentido tão inútil, mas tão inútil, tão irrelevante, etc, etc, etc, que são raros os momentos em que sinto genuíno prazer. O problema é interno, eu sei e, ao mesmo tempo entendo como falta de fé… falta de fé em mim mesma, falta de fé na humanidade, desencanto generalizado. Deixei de acreditar numa série de coisas e isso tem me feito tão mal, mas tão mal, que fui tomada por um tédio, um desânimo, permanentes e absolutos. Não consigo acreditar. Em nada. Parece que minha vida parou, estagnou. Os desafios profissionais, as grandes causas, os grandes sonhos, desapareceram e, desapareceram com eles muitas outras coisas, como minha motivação.

 

E antes que me perguntem… O que eu realmente queria? Neste momento? Na verdade a coisa funciona da seguinte forma: eu estabeleci uma série de metas, planos, objetivos, para este momento da minha vida e nenhum deles se tornou realidade. É como cair num abismo de mediocridade. Parece-me que agora eu faço parte dele, como se estivesse condenada ao ostracismo por uns tempos.

 

É claro que existem muitas coisas boas na minha vida pelas quais valem a pena viver… mas a sensação geral de frustração (profissional, principalmente) me deixam com essa sensação… É o tal abismo da mediocridade…

 

Preciso urgentemente aprender a ver o mundo de uma maneira mais positiva…

Eu quero voltar a acreditar nas pessoas, juro.

 

27/07/09

Há um tempão não escrevo uma linha sequer, o que necessariamente não significa que não esteja acontecendo nada na minha vida… Coisas boas, coisas não tão boas acontecem… E assim a gente segue… levando, pensando, etc…

Curiosamente hoje me deparei com uma situação peculiar. Meu pequeno irmão (ele tem oito anos) está aqui em casa – ilustre visitante. É uma alegria enorme receber o Pedro. A lógica das crianças é incrível… sempre alegres, nunca preocupados, nem relógio precisam para viver. Gosto tanto de crianças porque eles me lembram uma coisa que perdi há muito tempo… a inocência, alguma alegria espontânea, a fé na humanidade, etc…

Hoje ele está num louco processo de criação musical. Pegou o violão e saiu cantando, literalmente. Grande fluxo criativo, apesar de nenhuma precisão técnica. É puro, é sincero e é de coração. Bonito. Ele veio ao meu encontro (estava na sala e eu no quarto) e perguntou o que eu achei de sua canção. Falei para ele… ‘querido está linda… e você tem vontade de aprender a tocar violão?’ E ele… ‘claro que não, eu quero ser jogador de futebol’.

E, por um breve momento eu fiquei pensando em todas as coisas que eu queria fazer na minha vida e não fiz… Não sou uma pessoa de sentir e manter arrependimentos, entretanto deixei de lado muitas escolhas, muitas coisas legais que eu queria fazer mas considerava idealistas demais para prosseguir. Talvez eu não confiasse em mim, nem achasse que era boa o suficiente. Talvez por isso busquei o caminho mais prático, que hoje se revela como infinitamente mais burocrático, mais tedioso, mais chato…