Inovação e Empreendedorismo

24/05/2007

Hoje começo uma sequencia de quatro aulas sobre o tema acima. Sou muito curiosa sobre este assunto, uma vez que a minha capacidade motivacional nos locais onde trabalhei sempre foi muito restrita. Ficava desmotivada e realizava apenas as minhas tarefas básicas. Sempre achei que nos lugares onde trabalhei faltava investimento em capacitação de pessoal e sobrava exploração, muitas vezes em tarefas esdrúxulas e muito chatas. Por exemplo, já perdi a conta de quantas vezes perdi tempo ligando para call centers de empresas para resolver problemas dos chefes,  da empresa, etc. Houve um tempo em que eu amava meu aparelho telefônico, pelo simples fato de conter a função ”viva voz”, uma vez que podia passar minutos intermináveis esperando para ser atendida (ouvindo aquelas musiquinhas idiotas), trabalhando no computador, acessando sites, me entretendo com outras tarefas, etc. Entretanto, um dia a gente cansa dessas coisas. Cansa mesmo. Pára e pensa… ”Quando eu vou resolver o problema da minha vida?” Sim porque durante alguns anos eu somente resolvia problemas alheios e esqueci que eu existia. Muito estranho. Nunca entendi esse medo profundo que eu sentia em acreditar que eu era capaz de fazer algo maior, melhor. Passei anos vendo pessoas bem sucedidas que trabalhavam pouco obterem sucesso. E por que? Por que o mundo é injusto? Claro que não… Questão de sorte??? Talvez… Mas basicamente porque essas pessoas fizeram o que apenas agora estou começando a entender… fizeram política, marketing pessoal agressivo e souberam utilizar bem o potencial de suas equipes. Souberam concentrar e sintetizar muito bem o trabalho mecânico dos outros, seus funcionários.

Enfim, um trecho que ilustra bem a minha frustração no mercado de trabalho reside no dilema descrito no livro ”Homo Habilis – você como empreendedor”,cujo autor é Luiz Marins. Ainda acredito que no Brasil os recém-formados e as pessoas que estão amadurecendo em suas vidas profissionais ainda estejam sujeitas (99,9%) a este tipo de situação.   

* * *  

A Organização Empreendedora:

 A Difícil Tarefa de Formar Empreendedores Internos

”É preciso que a empresa crie as condições para que seus funcionários possam ser verdadeiramente empreendores. Vejo empresários que reclamam da falta de empreendedorismo de seus colabotadores e até de seus diretores. Numa breve análise dessas empresas, é fácil constatar que são empresas centralizadoras e punitivas, onde o risco de ser empreendedor é demasiado alto para ser corrido.  

É preciso que o colaborador desenvolva, por ele mesmo, os atributos e a capacidade de um empreendedor e que o ambiente seja propício para que ele ponha em prática suas idéias e possa agir proativamente. Se essas condições básicas não existirem, o colaborador passará a cuidar de sua função e nada mais. É aquele que não se intromete, não se mete, não sabe e não quer saber do restante da empresa.  

* * *

Mesmo vivendo este cenário trash descrito acima, nas entrevistas para emprego somos ”obrigados” a fingir que vivemos num ambiente que respeita as pessoas e suas competências individuais, mentindo em perguntas do tipo… ”Quais são suas qualidades? Descreva os seus defeitos.” Enfim, para ficar mais fácil e, para que eu possa consultar sempre que possível (ou seja, sempre que estiver participando de um processo seletivo), resolvi descrever o que é necessário  dizer para convencer o recrutador de que você é uma pessoa séria, atualizada, empreendedora… Eis respostas prontas para as perguntas que costumam inibir os desgastados candidatos a uma vaga no cruel mercado de trabalho…

Quais são suas qualidades?

Iniciativa, persistência, comprometimento, objetividade no estabelecimento de metas, capacidade de buscar e valorizar as informações, persuasão e rede de contatos, auto-confiança, exigente, eficiente, capacidade de trabalhar sob pressão. (Quem disse isso??? Ah… lógico que não fui eu… só acrescentei o último item… ”capacidade de trabalhar sob pressão” o autor do restante é um tal de David C. McClelland – Harvard).

Quais são seus defeitos?

 Sempre diga somente isso: Sou perfeccionista e muitas vezes isso incomoda as pessoas. Mas na medida do possível procuro respeitar as competências e capacidades individuais.

Pronto… eis um bom discurso para uma boa e bem sucedida entrevista para um excelente emprego. O que eu posso dizer é que ter discursos prontos nas mais diversas situações funciona muitíssimo bem.

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