Sobre a arte de trabalhar

14/09/2007

”Trabalho não é pra todo mundo não.”

Com essa frase uma amiga se referiu a arte de trabalhar… Conversávamos justamente sobre aquelas pessoas que não trabalham ou pulam de emprego em emprego, sempre reclamando e nunca achando que estão no lugar ideal. Trata-se de um processo de certa arrogância misturada com mediocridade inconsciente. Ou seja, a pessoa quer um emprego bom demais para suas qualificações e, enquanto esse ”emprego dos sonhos” não aparece, ela pula de emprego em emprego, colocando defeito em tudo e todos.

E o pior de tudo é que conheço algumas (muitas) pessoas assim. Acho que eu também já tive um pouco essa postura, senão, certamente não teria atraído essas pessoas para meu convívio. Durante muito tempo me achei muito melhor do que era efetivamente, negando a minha ignorância e mediocridade. Enfim, excesso de auto-estima também é perigoso.

Concluí que conheço muitas pessoas que buscam desculpas ao invés de motivos. Desculpas para não trabalhar ou não permanecer num emprego, desculpas para permanecer na mediocridade e não lutar por algo melhor, desculpas para a sua falta de humildade em admitir que simplesmente sabem pouco e precisam levar uma vida mais humilde do que gostariam.

Continuo acreditando muito nesta frase:

”Substitua suas desculpas por motivos e tudo ficará claro.” Donald Trump

2 Responses to “Sobre a arte de trabalhar”

  1. Rogério Says:

    É. Concordo. Iniciativa é a palavra-atitute chave para os males dos desprovidos de boa sorte.

  2. Ramon Says:

    “Acho que eu também já tive um pouco essa postura, senão, certamente não teria atraído essas pessoas para meu convívio.”

    As pessoas seriam muito mais felizes se soubessem esse segredo que você descobriu. Só iria viver na ingorância quem quisesse!

    Já levamos um papo com relação ao trabalho, tá lembrada? Mas não é exatamente o que conversamos que me dou a liberdade de citar aqui. Trabalho de verdade é aquele que trás a auto-realização, lembra da pirâmide de Maslow? Pois é… Eu acredito naquela hierarquia de realização… Só que as pessoas, por mais instruídas, cultas e letradas que sejam, sempre se acham boas demais para um emprego, acham que a empresa é uma bela merda e etc. Eu penso como disse no meu último post: “Se existe problema, existe oportunidade.” . Isso vale pro mercado de trabalho, pra finanças, etc.
    Se o cara é bom pra cacete, como diz, e cai num lugar merdê, certametne ele teria a obrigação de tornar esse lugar melhor. Não seria muito mais satisfatório pra ele (re)erguer uma empresa do que chegar em uma empresa grande, organizada e ser contado como mais um número de crachá?

    Um Abraço! Belo Texto!


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