Nenhum homem é uma ilha

03/10/2007

Estou vivendo na pele esta frase. Estou na fase ”sou uma ilha”. Posso explicar. Sou uma pessoa muito sociável, ou algum adjetivo do gênero. Profissionalmente me acostumei a ambientes cheios de gente por todos os lados. Apesar de trabalhar sozinha, sempre aparecia alguém buscando uns conselhos, contando umas piadas, umas fofocas, ou até mesmo incomodando. Esse tipo de convivência servia para aliviar a pressão do trabalho e do excesso de horas extras. Era nítida a sensação de que ”estávamos todos no mesmo barco à deriva, tentando sobreviver as situações mais absurdas”. Enfim, as pessoas se apegam, se apegam ao ambiente, etc e tal, e, por mais caótica que seja a situação forma-se uma comunidade, quase uma família. Fiz muitos amigos lá, onde vivia a sensação de ”fazer parte de um grupo”.  Agora por uma ironia do destino e, talvez dos recrutadores também, trabalho num lugar onde fico sozinha grande parte do tempo. Sabe aquela coisa… de você ter muito tempo para pensar? Pois é, isso é estranho e ao mesmo tempo horrível. É tudo muito sério. As pessoas só falam o necessário. Me sinto numa ilha. Apesar de ser quieta sinto falta de falar com outras pessoas e, por coincidência muitos dos meus grandes amigos também mudaram de cidade, ou por circunstâncias diversas sumiram.

Sabe, eu já ouvi mil conselhos, mas é difícil viver essa situação. Na verdade é difícil encarar qualquer medo, qualquer mudança. Me vi sentindo inveja, sentindo uma carência quase infantil. Tudo isso por não saber viver absolutamente sozinha, cerca de 10 horas por dia. Sou do tipo de pessoa que adora festa, que adora gente, que até para almoçar faz questão de fazer bagunça, de rir, de se divertir.

Enfim, uma das coisas que posso dizer é que foi uma droga essa análise de perfil da consultoria de rh que me colocou nesse lugar. E que está sendo difícil chegar em casa e, muitas vezes ficar sozinha (é angustiante). E que eu sou repetitiva, quando convivo com pessoas na rotina do dia a dia. E que sou absolutamente previsível. E que estou aprendendo um monte de coisas, inclusive a ser mais séria e cada vez mais anti-social. E que mudar dói.

PS: Na medida do possível tento dia a dia mudar essa situação, afinal não existe mal que dure para sempre.

One Response to “Nenhum homem é uma ilha”

  1. Lola Says:

    nossa, adorei aqui!
    sei como eh.. eu traalho em casa, e meu contato com pessoas eh atraves de msn. nossa, isso vai deixando a gte meio maluca… isso q eu nao sou daquelas super sociaveis, mas a gteprecisa de cia, eu pelo menos preciso. a gte pensa bobagem demais quando fica por mto tempo sozinha.. hehehe
    vou voltar sempre, ja ta linkada. bjs


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