Um dia de fúria!

10/03/2008

Não… não sou altruista, nem tenho vontade de ser. Já tive vontade de ”fazer um mundo melhor”, de tentar ser altruista, mas nos últimos tempos minha vida está um caos. Sinto-me sobrecarregada pelas demandas do mundo real e, tornei-me uma pessoa medíocre ou uma pessoa sem conteúdo interior, ou uma pessoa com conteúdo interior totalmente desinteressante.

Desisti de buscar ideais, de ser otimista, de tentar ser melhor… pelo menos por hoje. Até porque quem é que reconhece nossos bons atos? Qualquer ato de bondade é totalmente ignorado por quem quer que o pratique… esperar agradecimento ou reconhecimento alheio é uma ilusão estúpida. As pessoas querem apenas obter vantagens.

O resultado desse processo mental altamente pessimista é a absoluta solidão e uma feição ruim, pesada e triste.   

Aos poucos desisto de acreditar no mundo.

E é dramático como pequenos incidentes do cotidiano possam destruir completamente minha auto-estima. Sim, sim…. vamos aos fatos.

Ou você achou que isso seria um mero desabafo sentimental e que eu não ia sentir um prazer sádico em desabafar sobre o que aconteceu?

Acidentes acontecem e, eis que ontem perdi a chave do meu carro. Se bem que há um mês e pouco eu não tenho carro… e isso desorganizou a minha vida. Emprestei meu carro ao meu marido. Afinal, como o carro dele havia quebrado poderíamos organizar a nossa rotina dividindo apenas um carro. E casar significa dividir muito mais do que somar qualquer coisa.  E eis que ontem perco a chave do carro. E descubro que também perdi a chave codificada. Sabe-se lá o que mais eu perdi e nem sabia… O engraçado é que nessas situações as coisas precisam somente estar nos seus devidos lugares, só isso. E eu tinha certeza de que deveria estar lá. Enfim, após esse momento de perdas materiais, saio correndo, morrendo de medo de chegar atrasada no trabalho e perco também a paciência, o otimismo, o bom humor, e ouço desaforos pouco românticos do meu estimado conjuge. Ouço que sou desorganizada e caótica e, que o fiz perder um dia de trabalho. Ei… mas peraí… acidentes acontecem, não é mesmo? E pelo menos estou aqui… triste, porém viva e saudável.

Enfim, sou o tipo de pessoa que prefere se poupar de qualquer tipo de aborrecimento do que ficar sofrendo, se martirizando por um problema que aparentemente não apresenta solução imediata. Sabe aquela coisa de ”pagar para não se estressar”? Adoro essa frase… e se mais uma vez eu estivesse no lugar do meu ”estimado conjuge”… eu deixaria de me estressar e agradeceria todos os dias o simples fato de ter paciência, de estar vivo… de poder compreender que cada dia é um milagre. Ah… mas vai saber se ele sabe o que é isso?

E eis que já estou preparadíssima para um prejuízo de uns seiscentos reais para refazer essas chaves e, com uma vontade incrível de vender esse carro. E uma vontade incrível de sumir, de ser outra pessoa, de mudar de personalidade, de vida, de corpo, etc, etc, etc.

3 Responses to “Um dia de fúria!”

  1. Bruno Says:

    O pior é que é totalmente compreensível seu sentimento. Tem fases da vida que, putz, tudo que eu queria era um taco de baseball pra sair quebrando tudo.

    Espero que passe. Espero mesmo!😉

  2. Gustavo Says:

    Força Renata! Vai passar!!!
    Bjo

  3. Helo Says:

    Renata, do nosso adorado Quintana, pra te alegrar um pouquinhos.

    Poeminha do Contra

    Todos esses que aí estão
    atravancando meu caminho,
    eles passarão…
    eu passarinho!

    forte abraco.


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