Mais reflexões sobre o mundo corporativo…

24/04/2008

O texto abaixo não é meu. Fruto de um comentário  no último post de uma pessoa especial (e ele não tem blog!!!). Senti uma pontinha de inveja, sabe? Ah… eu gostaria de ter escrito esse texto… queria sim… rsrsrs

Vale a pena conferir.

 

O mundo é um moinho. As pessoas se venderam. Quem está comprando essas pessoas está ávido por saber ou obter, um programa, uma solução operacional, para evitar desperdício de horas, minutos e até segundos de trabalho. Claro, sem parecer um carrasco, ou um capitalista selvagem. Mas no fundo, os donos de empresa tem essa alma. A alma do “mais”.

Desde o descobrimento do Brasil, e principalmente a partir da revolução industrial (que nunca aconteceu por aqui), o brasileiro tem fama de trabalhar pouco. Na verdade, constataram os historiadores mais críticos, que o brasileiro não necessariamente trabalha pouco. Ele contenta-se com pouco. Na verdade (perdão pela redundância) ele contenta-se com o “suficiente”. Naquela época majestosa, a abundância de comida era latente. E comida sem esforço. A exemplo do que ocorre hoje em dia com a grande variedade de árvores frutíferas espalhadas pelo Plano Piloto, que dão principalmente mangas para o povão, o sertanejo e o nativo tinham muita oferta de comida sem muito esforço. Muita água pra beber, e um clima maravilhoso, com chuvas esporádicas, rios escaldantes e etc. Dizem que por isso, o brasileiro trabalhava apenas o suficiente para se manter, já que precisava de muito pouco e, a qualidade de sua vida era sempre muito boa.

Apesar do contraste com a realidade atual, a preguiça ou a falta de vontade de produzir, pode estar intimamente ligada a esse passado. Pode estar no inconsciente coletivo nacional, como um trauma que jamais é superado. O brasileiro ainda precisa de muito pouco pra viver. Há muita gente vivendo com o básico. Pra que trabalhar tanto? Tendo o dinheiro pra cervejinha, pagar uma prestaçãozinha de uma tv ou um carro, pra quê mais?

Quando o patrão sai, ou quando não está sendo cobrado, vigiado enfim, o seu passado colonial vem à tona. O descompromisso com a produção vai embora, já que o salário é certo.

Precisamos de um pouco mais de ambição aliada a ação.

One Response to “Mais reflexões sobre o mundo corporativo…”

  1. Helô Says:

    Renata, desculpe, nada a ver com teu post.

    Quero agradecer pelo presente: vídeos dos Stones assim, todos juntinhos e já selecionados, tem mais é que assistir muuuuuitas vezes.

    beijo.


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