Absolutamente imperfeita

29/01/2009

É um grande desafio reconhecer nossos erros.  Principalmente quando estes erros se tornam uma ”bola de neve”. Pois bem, eu enrolei, enrolei, enrolei e me enrolei em dívidas. Acho que eu não queria acordar para aquela realidade. E quando vi lá estava ela… a ”bola de neve”.

Quando a gente se depara com grandes frustrações há uma tendência natural para fugir, buscar  culpados também… culpamos o passado, a educação recebida de nossos pais, etc, etc, etc… tanta coisa… Depois da culpa, vem a vergonha… e a sensação de que aquilo nunca, nunca, nunca vai passar. Em seguida uma breve aceitação, da situação, dos nossos erros, de que precisamos mudar… e estávamos descontrolados demais para isso.

Sabe, a vida sempre foi estranha comigo. Como posso dizer? Bem, sempre fui uma pessoa feliz… Muito, muito feliz… daquele tipo que é pior do que aquela expressão ”pinto no lixo”… Era normal a minha família me ver irritada, insatisfeita, reclamando, mas nunca triste, sem expressão. Eu sempre fui uma pessoa questionadora, crítica, cricri… mas nunca triste.

E um dia eu fiquei triste… e ninguém acreditou… nem eu… porque apesar de estar triste continuava vaidosa… apesar de ter muitos instintos destrutivos eu continuava de olho numa roupa legal, cuidando do cabelo… maior comédia… realmente como se acredita que alguém está deprimido assim?

Aí me lembrei que sempre fui arrogante, vaidosa e pretenciosa… e a cada dia que passa eu vejo que tudo isso foi uma ilusão. E que eu sou uma pessoa sem graça, medíocre, sem criatividade.

Esse momento de crise está me matando no trabalho… de uma hora para outra tudo pareceu perder completamente o sentido. Eu continuo me sentindo muito mal… muito triste, muito sozinha (os amigos sumiram…), muito envergonhada da minha ignorância gratuita.

E agora o que fazer? O que fazer até ter novas idéias, fazer novos amigos, aprender coisas novas, reparar antigos erros??? Esperar… porque não há nada tão ruim que dure para sempre.

Ah… e toda essa mudança se deve a um sentimento muito nobre, de uma pessoa que agora eu sei que me ama muito, apesar de eu ser quem eu sou… e apesar de ter presenciado tantas vezes minhas inseguranças e meus erros… o amor me salvou… mais uma vez o amor me salvou…

amor… te amo… desculpe-me por tudo, tá?

 

 

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