Amanhã tem terapia…

29/04/2009

coracao

 

 

 

 

Amanhã é dia de terapia. Confesso que passei a semana toda pensando no que falar. Porque começa sempre assim… eu falando, falando e falando. Estou indo para a terceira sessão e posso dizer que esta questão de buscar o autoconhecimento é constrangedora, para não dizer o óbvio, muito complexa. Sim é constrangedor, porque sou obrigada a lidar com as minhas fraquezas, controlar meus impulsos, minha agressividade, minha ansiedade, pensar no sofrimento alheio, etc. Ou seja, esse processo constante de pensar nestas fraquezas ou limitações (ainda não sei como chamá-las) me obrigou a ser uma pessoa mais sensata, mais normal. Optei por praticar mais o tal do autocontrole, muito embora várias e várias vezes eu não conseguisse. Mas, observar constantemente o ambiente ao meu redor está me fazendo ser uma pessoa mais centrada, menos neurótica (menos centrada no meu umbigo), menos preocupada com os problemas do mundo (infelizmente não vou conseguir resolver muita coisa mesmo… hahahaha).

 

Enfim, comecemos pelo óbvio, mais uma vez: as fraquezas.

 

O que foi difícil superar esta semana?

 

1) Sobre parar de beber…

 

Parei de beber recentemente e senti fome, muita fome… comi por ansiedade. Ai… como é horrível largar velhos hábitos (o churrasquinho do fim de semana, cervejinha no clube, os happy hours da vida… )! Os amigos sumiram e gentilmente a solidão apareceu para me acompanhar nesse processo e, de repente, me vi observando tudo, sóbria, sempre. A comida serviu como uma espécie de amortecedor emocional (sabe como funcionam os amortecedores? Minimizando emoções mais duras?). Afinal de contas quem consegue encarar a triste realidade do mundo 24 horas por dia? Me senti mal,  muito culpada, afinal de contas minha barriga continuou ali no mesmo lugar e do mesmo tamanho.

 

2) Tédio

 

Sabe aquelas fases em que no seu trabalho não está acontecendo absolutamente nada de novo, de interessante de desafiador? Pois é, eis que estou numa dessas fases. O dia simplesmente não passa, já comecei a ler discretamente alguns livros baixados na web, o mp3 fica ligado direto em alguma música na tentativa absurda de tentar ouvir menos as reclamações dos meus colegas. Dados as proporções da crise e algumas questões técnicas pessoais (preciso trabalhar neste lugar pelo menos 1 ano) me sinto absurdamente presa a este lugar… presa e infeliz. Nem precisa dizer que os vínculos de amizade neste local estão super em baixa… por incrível que pareça, criar vínculos de amizade, aquela sensação de que ‘todo mundo está no mesmo barco, irmão’ ajuda a minimizar este tipo de sofrimento. Não rolou.

 

 3) O que eu realmente quero?

 

Pergunta sem resposta desde o início da terapia. Aliás, sem resposta em termos, porque eu já possuo algumas definições. Lembrei que uma das coisas que eu queria fazer profissionalmente era ser jornalista, escrever um livro. Mas putz, eu abandonei isso quando tinha 20 anos porque minha mãe disse que era melhor fazer outro curso menos idealista. Na pressão de ter que obter algum dinheiro rapidamente, me formei em economia e ainda não consegui me realizar profissionalmente. Agora prestes a fazer 30 anos descobri que escrevo mal pra kct e mal, mal consigo manter este blog no ar com algum conteúdo realmente interessante. Nem precisa dizer que é uma bosta lidar com este tipo de frustração, entretanto nós vamos reverter isso… ah vamos… ah… nós, nós quem mesmo??? Eu e minha companheira solidão, ou eu e meu outro eu que sente muito solitário… podemos ter múltiplas personalidades sabia? Ou seja, jamais estarei sozinha… pois tenho que lidar com meus muitos eus…

 

Enfim, apesar de achar a terapia cara e de estar gastando um dinheiro que eu poderia estar investindo em outra coisa, estou achando super válida, muito embora eu tenha ouvido pouquíssimas palavras da terapeuta em suas perguntas filosóficas e transcendentais… do tipo… ‘Renata, mas o que te dá prazer na vida? O que você realmente gosta de fazer?’

 

Mas, o que podemos concluir deste processo é o seguinte:

 

Pensar é produtivo, só depende de nós saber como conduzir este processo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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